Passo 1: qual problema o treinamento precisa resolver?
O erro mais comum é contratar treinamento com o pedido genérico de “melhorar o atendimento” ou “vender mais”. Com um pedido assim, o conteúdo sai genérico também. Antes de qualquer data, o dono e os líderes precisam escrever em poucas linhas o que está incomodando de verdade.
Pode ser o vendedor que só fala de preço, o atendente que promete visita para amanhã sem consultar a agenda, o técnico que sai da casa do cliente sem explicar nada, o empurra-empurra entre suporte e financeiro. Quanto mais concreto, melhor o dia vai ser aproveitado.
O que fazer nesta semana: reunir os líderes de cada setor e pedir que cada um traga as três situações que mais geram reclamação ou venda perdida.
Passo 2: junte exemplos reais da operação
Quem vai conduzir o treinamento precisa conhecer a operação por dentro. A melhor forma de mostrar isso não é uma apresentação institucional, é material do dia a dia. Conversas de WhatsApp, reclamações do grupo do bairro, motivos de cancelamento anotados, o roteiro que o vendedor usa.
Esses exemplos viram as dinâmicas do dia. A equipe reconhece o próprio cliente na situação e para de achar que o assunto é teoria. Tire nome e telefone dos clientes antes de enviar.
- Prints de conversas boas e ruins de atendimento e de venda.
- Os motivos de cancelamento dos últimos meses, do jeito que foram registrados.
- O fluxo atual da venda até a instalação, mesmo que esteja só na cabeça de alguém.
- As regras que a equipe mais reclama, como prazo de visita ou política de troca de plano.
Passo 3: decida quem participa
O cliente não enxerga setor. Para ele, quem atende no WhatsApp, quem instala e quem cobra são todos o provedor. Por isso, sempre que der, vale reunir mais de um setor no mesmo dia, mesmo que o foco principal seja comercial ou atendimento.
Os líderes participam do começo ao fim. Se o supervisor aparece só na abertura e some para resolver pendência, a equipe entende que aquilo não é prioridade. E o líder é quem vai sustentar o combinado depois.
O que fazer nesta semana: fechar a lista de participantes por nome, incluindo quem entrou há pouco tempo.
Passo 4: como cobrir o suporte e a instalação no dia?
Provedor não para. O cliente vai continuar chamando no WhatsApp, a rede pode cair e a agenda de instalação existe. Sem plano para isso, a equipe passa o dia olhando o celular e saindo da sala, e o treinamento perde metade do valor.
Algumas saídas funcionam bem na prática. Escolher um dia de menor movimento, longe do vencimento dos boletos. Deixar uma pessoa de plantão no suporte, em revezamento, para que cada um perca só um trecho. Reduzir a agenda de instalação naquele dia e avisar os clientes com antecedência. Combinar que o celular fica guardado nas dinâmicas e liberado nos intervalos.
Se acontecer uma queda em massa no dia, o plantão avisa os clientes e o líder decide quem sai da sala. Melhor ter isso decidido antes do que improvisar no meio da manhã.
Passo 5: avise a equipe do jeito certo
Muito colaborador recebe a notícia do treinamento como castigo: “se mandaram treinar é porque estão achando que a gente faz tudo errado”. Essa defesa atrapalha o dia inteiro.
O aviso funciona melhor quando vem do dono ou do líder, explicando o motivo com honestidade: a empresa quer crescer, a concorrência chegou, os clientes estão mais exigentes, e a equipe vai ter um dia para pensar junto em como atender e vender melhor. Diga a data, o local, o horário de chegada e se haverá almoço.
O que fazer nesta semana: mandar o aviso com antecedência e abrir espaço para a equipe mandar dúvidas ou situações que gostaria de discutir.
Passo 6: prepare o espaço e combine o dia seguinte
O espaço não precisa ser sofisticado. Precisa caber todo mundo, ter onde projetar, ter cadeiras que possam ser movidas para as dinâmicas e ficar longe do barulho da operação. Uma sala de reunião apertada, com o telefone do suporte tocando ao lado, cansa a equipe antes do almoço.
O ponto que quase ninguém prepara é o depois. Antes do dia, combine com os líderes que eles vão sair do treinamento com poucas mudanças escolhidas e uma forma simples de acompanhar cada uma. Treinamento só vira resultado se a liderança sustentar o combinado; sem isso, em poucas semanas tudo volta ao que era.
No treinamento presencial in company da A\SALA, essa preparação faz parte da conversa antes do orçamento: o conteúdo é montado para a operação do provedor, com as situações que ele mesmo trouxe, e o dia acontece dentro da empresa, em qualquer estado.
Perguntas frequentes
Com quanto tempo de antecedência devo marcar o treinamento in company?
O suficiente para juntar os exemplos reais, organizar a escala do suporte e avisar a equipe com calma. Marcar em cima da hora costuma resultar em gente faltando e plantão improvisado.
Preciso parar o atendimento no dia do treinamento?
Não. O caminho mais comum é deixar um plantão em revezamento no suporte e reduzir a agenda de instalação naquele dia. Assim o cliente continua atendido e a equipe aproveita o dia.
O treinamento in company pode misturar setores?
Pode, e muitas vezes deve. Juntar comercial, suporte, técnico e financeiro ajuda cada um a ver como o seu trabalho afeta o do outro e o que o cliente sente no fim.
Quanto custa o treinamento presencial da A\SALA?
O valor é sob medida para cada operação, porque o conteúdo é montado para o provedor. A A\SALA atende em qualquer estado do Brasil e o deslocamento entra no orçamento, que você pede pelo WhatsApp.
Thiago David é CEO da A\SALA e há 18 anos trabalha com provedores de internet em todo o Brasil, dando consultoria, treinamento e ajudando a operação a crescer. Palestrante no ACG26 e na Expo ISP 2026. Conheça os treinamentos.